Falando sobre o mundo das telinhas e telonas


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quinta-feira, 24 de março de 2016

Crítica - Batman vs Superman: O heroísmo sombrio de volta às telas



Um dos filmes mais esperados do ano, na minha humilde opinião (perdendo apenas pra Capitão América - Guerra Civil e Deadpool), aportou nas telonas das terras tupiniquins, a história, basicamente, é uma das que servirá de gancho para os Vingadores A liga da Justiça, previsto para estrear em 2017.


Em resumo, o longa é a continuação de O Homem de Aço (2013) e se passa após os eventos que quase destruíram a cidade de Metrópolis, Bruce Wayne (Ben Affleck), após acompanhar tudo de, digamos, muito perto, decide que o 'falso deus', conhecido como superman, é uma verdadeira ameaça ao planeta. Pegando carona no mesmo pensamento, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), que nesse filme tem mais trejeitos de coringa que do Lex que já vimos, utiliza de meios sórdidos para colocar os dois heróis num combate pesado, que dura pouco, mas consegue provar que, mesmo sem poderes, Batman é o mito que pensávamos, (apesar de ter ouvido alguns gritarem que foi covardia). É necessário contar que Mulher Maravilha (Gal Gadot), apesar de não ter seu nome no título do filme e ter sido sempre sitada como participação, apareceu bem, levando por vezes o público a aplaudir em cenas que ela aparecia.


Diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes coloridos da Marvel, O longa traz uma atmosfera sombria a todo tempo, algo esperado por ser uma 'marca' um diferencial da DC, mas o clima de tensão, por muitas vezes excessivo, faz esquecer que é um filme com a temática heróis. Óbvio que os personagens que dão nome ao filme sofrem com o desgaste de tantas produções sobre eles, mas a expectativa de vê-los juntos gerava ansiedade até nos menos fãs de filmes de heróis, essa expectativa, talvez, tenha excedido os limites e causando a sensação de que o filme poderia ser MUITO melhor, chega a empolgar, mas apenas nos 40 minutos finais, antes disso a sensação é que querem, correndo, colocar toda a informação possível, pra que nos momentos empolgantes, não se precise pensar no que, nem como, está acontecendo.


Tirando a maioria das cenas da Mulher Maravilha e as participações dos outros heróis da Liga da Justiça - pontas para os próximos filmes que virão - praticamente tudo que se viu no filme, já foi mostrado nos trailers. Batman é o cara sombrio, inteligente, galanteador e rico, Superman aparece mais como o homem apaixonado que faz de tudo pela amada, também parece o adolescente mais forte da sua turma, mas que não sabe bem o que fazer com sua força (fora o topete que não se mexe na luta, em explosões, mas assanha na chuva).



Agrada, sim, afinal os personagens possuem uma legião de fanáticos sedentos por vê-los, Ben Afleck provou que foi uma escolha certa para interpretar o cavaleiro das trevas, Gal Gadot, mostrou ao que veio também (sou fã mesmo, admito), mas dá a sensação de lentidão, demora pra acontecer algo que impressione, mas, se o foco era mostrar a nova fase de filmes da DC/ Warner, cumpre seu papel e deixa o desejo de que venha a continuação. Vale para um programa com os amigos, mas não mais que isso.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Crítica - Deadpool: a comédia da metalinguagem




Vamos explicar essa história de anti-herói, sabe o Shrek? Pronto, no começo do filme ele tinha tudo pra ser vilão, só pensava em si e fazia coisas "ruins", até ele se apaixonar e, mesmo com o pensamento apenas em si, começou a fazer coisas boas, é assim que funciona.


O ANTI-HERÓI mais engraçado (pra não dizer escroto) e esperado do ano já está nos cinemas do mundo. Recheado de referências aos outros personagens, digamos, não tão bem sucedidos de Ryan Reynolds e também a outros heróis, Wolverine é o mais citado, mas sobrou até pro Liam Neeson e suas buscas implacáveis (Ninguém nunca percebeu que ele não é um bom pai?).
Deadpool mostra que dá pra rir de si prórpio, mesmo tendo cara de maracujá podre, ou não tendo verba pra comprar direitos de mais X-Men, 


O filme contém algumas cenas de 'nudes', MUITOS palavrões, violência extrema e closes em partes íntimas, o que justifica a dúvida quanto a classificação indicativa, apesar de o amor, em um roteiro bem clichê, ser a motivação do ápice heroico do personagem principal, Morena Baccarin, atriz brasileira radicada nos EUA é a responsável por isso.


É feito na base da metalinguagem, o personagem que conta a própria história, chegando até a olhar pra câmera e falar com o espectador, isso inclui as cenas pós créditos, sim elas existem, até porque é um filme da Marvel, o que também justifica a hilária aparição do mestre Stan Lee.



Tem tudo para ser sucesso (as filas das bilheterias durante TODO o primeiro dia de estreia mostram isso), não é bem um filme família, mas te leva a rir muito, no meu caso fiquei meio constrangido por rir e entender certas piadas, mas enfim, quer rir e ver um filme com tiro porrada e bomba? Deadpool é a pedida.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Como Sobreviver a um Ataque Zumbi - Crítica


Ontem (09/11) rolou a pré-estreia da comédia/terror "Como sobreviver a um Ataque Zumbi" (Scouts Guide to the Zombie Apocalypse), o Dpapo foi convidado pela Paramount Pictures, levou ozamigo, e conta agora o que achou do filme.

Entrando na onda  do sucesso de filmes e séries de zumbi (Guerra Mundial Z, Resident Evil, The Walking Dead), algumas produtoras têm levado o mundo sombrio para a comédia, a série 'I Zombie' e o filme 'Todo Mundo Quase Morto' não me deixam mentir. CSA1Z cumpre bem esse lado cômico, sendo um filme bem estilo American Pie, tosco, porém bem engraçado.


Ben (Tye Sheridan - X-men Apocalipse), Carter (Logan Miller - Movimentos Noturnos) e Augie (Joey Morgan) são grandes amigos que se conheceram ainda crianças, no grupo de escoteiros. Eles cresceram e agora Ben e Carter não querem mais fazer parte da atividade, princialmente pelo fato de serem motivo de piada de jovens da cidade. Augie, por sua vez, continua empolgado com a ideia de ser um grande e premiado escoteiro. Um dia, quando o trio está acampando, Ben e Carter escapam do local para ir a uma grande festa secreta. Só que, quando chegam à cidade, percebem que ela está tomada por zumbis, dispostos a matar qualquer um que surgir pela frente e, com a ajuda de Denise (Sarah Dumont - Como Não Perder Essa Mulher), uma garçonete durona, vão à luta por suas vidas e daqueles que ainda restaram na cidade.



Um dos pontos que mais chamam a atenção no filme é a trilha sonora, quem espera aquela trilha triste, com violinos arranhando e a tensão no ar, dá de cara ou de ouvidos com sucessos bem radiofônicos, tipo ‘Black Widow‘ (Iggy Azalea ft. Rita Ora) e até “Baby One More Time" (Britney Spears) que eles cantam com um zumbi em uma cena bem estranha.


Além de mostrar problemas recorrentes da adolescência, como o primeiro beijo ou ser aceito por outros jovens, o longa também faz piada com uma prática cada vez mais recorrente do mundo, as Selfies, a qualquer hora e em qualquer situação, mesmo que ela ponha em risco a sua vida.

Não é um filme pra levar a família inteira para assistir, devido ao enorme número de piadas de cunho sexual, que, na sua maioria, são extremamente cômicas. Em alguns momentos bem poucos dá aquela aflição e você lembra que é um filme de zumbi.



Uma oportunidade pra juntar os 'brothers' em frente à tela rir na maior parte dos 93 min de duração. É bem óbvio o filme não tem a pretensão de se tornar um sucesso de bilheteria (não que todos os filmes não queiram isso), ou de se tronar um dos filmes mais marcantes dos gêneros em que ele se encaixa, mas vale a pena ir ao cinema por ele, principalmente se for com bons amigos.

Confira um pouco do Making of do filme e corra pro cinema: